Sim, o Brasil está um caos! E muita gente contribui para isso!

Não seja irracional ao postar nas redes!!

Não seja irracional ao postar nas redes!!

Sim, isso todos sabemos. O caos está instalado no Brasil e, potencialmente em alguns estados da federação. Porém, o que muitos navegadores de redes sociais não sabem, ou não querem saber, é que o caos do Brasil não é responsabilidade exclusiva do (des)governo do PT. Há muitos outros causadores/responsáveis.

Mais de 90% das pessoas que compartilham ‘conteúdos’ nas redes o fazem apenas para disseminar o que já chega pronto, sem nenhuma avaliação do que está sendo compartilhado quanto a sua veracidade ou autenticidade. Nada mais fazem do que pegar o que já está pronto, formatado e replicar, replicar, replicar… Não há busca por maiores informações, nem por outras ‘notícias’ que possam impactar tanto como as que temos visto diariamente.

O que mais vemos nas redes são notícias em que o atual partido que (des)governa o país aparece. Obviamente que não estou nada satisfeito com esse governo desgovernado, mas os problemas não começaram neles e tampouco são exclusividade deles. Mas a força que setores da mídia faz é para parecer isso e esquecer os demais políticos, seus partidos e suas lambanças.

Entre meus contatos, não tenho visto nada sobre o terrorismo com que o Governo Alckmin tem tratado estudantes na sua busca por fechar escolas no estado de SP. E aí vem a pergunta: onde estão aqueles que criticam a educação do Brasil e nada falam sobre fechamento de escolas?? Ou é apenas discurso contra um partido travestido de discurso político/moralista?? O significado disso é que o discurso parece tão somente político, tão somente seletivo. Ou seja, contra o (des)governo federal é pau de cima a baixo, já em relação aos outros governos de outros partidos ‘eu’ nem vejo… Ainda, o Governo do Paraná, no início desse ano, massacrou seus professores que reivindicavam por melhores salários. E onde está a indignação?? E o pior: o responsável por esse massacre, então secretário da segurança do PR, hoje é deputado federal, possui milhares de seguidores nas redes sociais, e se apresenta como paladino da moral e da ética…

Sim, a seletividade me incomoda!! Ou somos contra qualquer tipo de lambança e de corrupção de qualquer partido político e de qualquer tipo de cidadão, ou na verdade somos a favor da corrupção e de lambanças generalizadas! Precisamos de menos hipocrisia e menos seletividade e muito mais de austeridade! Por que as notícias sobre o filho do Lula são mega divulgadas e as notícias sobre filhos de FHC, Serra e outros nem são vistas? A mim não interessa se a roubalheira é do filho do Lula, do filho do FHC ou de qualquer outro filho da puta!!! Quero é que todos sejam tratados da mesma forma e sejam punidos se crime houver em suas atividades!! Ok, entendo que a institucionalização da corrupção pelo governo do PT, através de Mensalão e Petrolão, contribui muito para a formação dessa merecida imagem (e que não fique apenas na imagem, que sejam punidos exemplarmente). Mas eu não esqueço das lambanças de outros partidos que hoje se apresentam como santos purificados.

Em função de tudo isso, tenho cada vez mais certeza de que o Brasil é um país ainda muito frágil em diversos termos. Seja democraticamente, seja intelectualmente/culturalmente, seja politicamente. A visão seletiva faz com que assassinatos de pessoas brancas e mais bem classificadas socialmente gerem enorme repercussão e dramaticidade, ao contrário do que ocorre quando negros e pobres são mortos violentamente. A seletividade brasileira é política, social, além de ser descarada. E sabe porquê? Porque foi convencionado que quem questiona esse tipo de atuação é chamado de comunista, petista, petralha, canalha e tantos outros termos pejorativos, mesmo para aqueles que também criticam o (des)Governo Federal… É a maneira ‘bem argumentada’ dos ‘çábios’ oposicionistas defenderem a continuidade da seletividade e a retomada da perpetuação de seus entes políticos – também imorais e também desonestos – no cenário político-midiático como salvadores da pátria.

Enfim, cada um faz o que quer em seus perfis de redes sociais! Cada um pode ser Revoltado On Line e/ou seguir tantas outras páginas seletivas e apócrifas. Mas também cada um que posta tais absurdos precisa saber que ficará com uma imagem bem prejudicada e desgastada entre aqueles poucos que procuram ler e entender um pouco mais sobre todos os fatores que compõem o caos político desse nosso Brasil. Nunca esqueça que rede social não é um mundo diferente e que toda postagem e compartilhamento pode gerar algum constrangimento.

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Ah, pois é!

Existe algum termo mais indiferente e mais genérico do que o ‘pois é’? Ao mesmo tempo em que o ‘pois é’ pode ser entendido como uma resposta afirmativa, dependendo da maneira como ele é falado, o ‘pois é’ também pode ser negativo e também pode ser absolutamente NADA!

O dilema do ‘pois é’ está na comunicação escrita. Aí que o bicho pega! Imagine uma conversa via mensagem instantânea em que um dos interlocutores afirma que morre de paixão pela interlocutora. E ela apenas responde ‘pois é’… O que conseguimos entender disso? Nada, apenas Indiferença! Se bem que se o interlocutor estiver muito apaixonado vai entender isso como algo maravilhoso. Pobrezinho…

Essa imagem é capa do livro de Anesia Pacheco e Chaves - Pois é.  http://www.miroeditorial.com.br/index.php?apg=catalogo&npr=7

Essa imagem é capa do livro de Anesia Pacheco e Chaves – Pois é.
http://www.miroeditorial.com.br/index.php?apg=catalogo&npr=7

Ainda, o ‘pois é’ serve também para que a pessoa marque uma presença sem marcar NENHUMA presença! O interlocutor faz toda uma argumentação sobre determinado fato e o outro interlocutor responde com um ‘pois é’. E aí, o que se capta disso? Concordância ou discordância? Na real, é aquele posicionamento totalmente ‘desposicionado’. E o emissor da opinião cheio de presença imaginando que o parceiro de conversa está concordando com ele. Ingênuo…

Entretanto, o que realmente incomoda no uso do ‘pois é’ é quando você precisa verdadeiramente daquela opinião de um amigo – ou amiga – e a pessoa emite o tal ‘pois é’. Quando isso acontece entre pessoas próximas, pode procurar outro confidente, best friend ou seja lá o que for, pois esse ‘pois é’ é tão impessoal e desaforado que deve servir de alerta para que você possa selecionar melhor seus amigos.

Portanto, se realmente você já sentiu essa necessidade de um algo mais do que esse tal ‘pois é’ em algum momento de sua vida, reaja e mostre que você merece mais do que isso. Mas, caso você não consiga se mobilizar para tanto, só tenho a dizer a você ‘pois é’…

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Inspiração! Gatorade integra astros da NHL com jovens atletas do esporte paraolímpico

As grandes marcas mundiais que se relacionam diretamente com o esporte frequentemente promovem grandes campanhas. Assim tem sido com Red Bull, Nike, Adidas e tantas outras que promovem ativações de novos produtos de suas marcas ou quando simplesmente resolvem participar de ações sociais e beneficentes.

E esse é o mote da campanha da Gatorade ao levar grandes astros da NHL – National Hockey League – para jogar uma partida de hóquei com jovens atletas da modalidade paraolímpica. No vídeo abaixo é possível ver a alegria dos jovens ao poder desfrutar desse momento único com jogadores como Sidney Crosby, Claude Giroux, Logan Couture, Scott Hartnell e Nathan MacKinnon. Mas também é possível, através dos depoimentos dos astros da NHL, identificar o quanto é gratificante participar desse tipo de ação e o quanto é possível aprender com estes jovens atletas que convivem diariamente com suas dificuldades.

Veja o vídeo!

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Grândola, Vila Morena

Estava ‘zapeando’ pelo Youtube, mais precisamente pelas músicas da banda paulista 365, e comecei a escutar a versão deles para a belíssima canção portuguesa “Grândola, Vila Morena“. E foi um excelente achado, de modo que relembrei dessa versão que gosto muito e, ainda, relembrei da linda história que está por trás dessa canção.

A composição é de Zeca Afonso, gravada em 1971, e foi uma das ‘senhas’ para o início da Revolução dos Cravos em 1974. A rádio portuguesa Renascença tocou a canção, em abril de 1974, sendo a identificação para que os revolucionários portugueses dessem início à operação de luta contra o fim da ditadura portuguesa. Assim, esta música tornou-se símbolo da revolução e, por consequência, da democracia em Portugal.

Segue a letra de Zeca Afonso abaixo:

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade

Agora, o vídeo com a versão da Banda 365:

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RIP Joe Cocker! Descanse em paz! Pois seu legado estará sempre ativo conosco!

O britânico John Robert Cocker (20/05/1944 – 22/12/2014) foi e será para sempre único! Sua força e sua energia nos palcos para sempre ficarão em minha memória, seja nos vídeos que sempre assisti ou naquela noite maravilhosa em que o admirei ao vivo em Porto Alegre em 2012.

Fui apresentado ao magnífico Joe Cocker em 1991, durante o Rock In Rio II. Lembro-me, ao ver pela TV, daquele Maracanã lotado entoando os principais sucessos de Cocker. Confesso que naquela época eu era apenas um ‘rocker‘ acompanhando as bandas de rock no festival, mas a pegada de Joe Cocker naquele cenário chamou a minha atenção e me vi cantando músicas como “With a Little Help From My Friends”, “You Can Leave Your Hat On” e as baladas “You Are So Beautiful” e “Up Where We Belong”. Claro que eu não poderia deixar de citar as temporadas de Anos Incríveis, em que eu também curtia a música tema do programa “With a Little Help From My Friends”, o que fez com que minha admiração por Joe Cocker se mantivesse diariamente ativa. A partir daí, foram muitos shows vistos pela TV e posteriormente pela web.

Independentemente da música cantada, Joe Cocker lapidava cada canção com seu espetacular dom ‘áspero’ e sua sensacional presença de palco durante os shows. O ídolo parte para outro plano, deixa-nos órfãos de seu talento organicamente vivo, mas nos seduz através da eternidade de seu brilho e de sua para sempre lembrada força interpretativa. Descanse em paz, Joe!

Como fechamento deste texto, deixo o vídeo que gravei durante o show de Joe Cocker em Porto Alegre, em março de 2012 no Pepsi on Stage. Desconsidere, por favor, a qualidade da imagem. Mas pode deleitar-se com a magnífica qualidade do som do mestre!

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A Social Democracia no Brasil e as “Diferenças Semelhantes” entre PSDB e PT

AECIO-DILMA III

O que mais me espanta nesta eleição presidencial é a tentativa fervorosa de diferenciação que os fanáticos de ambos os lados tentam incutir no próximo. Falam de seu candidato como se fosse algo totalmente ‘diferente’ de seu oponente, como se cada um significasse um oposto significativo do outro. E não é essa a realidade! Eles não são tão diferentes assim.

O que venho dizendo há alguns anos é que tanto as gestões do PSDB quanto as gestões do PT são marcadas pela Social Democracia. Para muitos isso não significa absolutamente nada, mas para quem acompanha ‘modelos’ de governo é bem interessante marcar essas posições, como os europeus fazem em maior escala e outros países desenvolvidos dos demais continentes também fazem.

A diferença entre as gestões de PSDB e PT, dentro do conceito da Social Democracia, se dá em que o primeiro possui uma visão mais ‘economicista’ de SD e o segundo tem como ideal a visão mais ‘social’ de SD. Pode parecer pouco, mas não é, assim como também não é muito, pois ambos compartilharam de muitos dos programas surgidos nos últimos 20 anos. (reitero que o viés de SD é o que os diferencia, como citado acima. Um dando maior ênfase à economia e outro ao social) Outro fator de aproximação é o modelo de relação com os demais partidos, que sempre foi o mesmo dentro dos governos de ambos os partidos nestes últimos 20 anos. Ou seja, o fisiologismo partidário é fator muito presente nas gestões da Social Democracia no Brasil. (Inclusive em termos de escândalos de corrupção e os tentáculos relativos ao alcance em outros partidos)

Concluindo-se que as ‘diferenças’ não são tão ‘diferentes’ assim, parte-se, então, de parte dos fanáticos, para uma super divulgação das pequenas diferenças. Porém, isso se dá apenas em termos de ataques e mais ataques no tocante a escândalos de corrupção, nunca em termos de projetos e propostas. E até nesse campo a igualdade é significativa. Do PSDB vem a Privataria Tucana, a compra de votos para aprovação da Reeleição no Congresso Nacional e o Mensalão Tucano de MG, ‘pai’ do Mensalão do PT que veio em seguida no plano nacional (não vou nem citar outros escândalos regionais). Já o PT apresenta o Mensalão ‘nível Brasil’ e agora o explosivo caso Petrobrás, dois casos emblemáticos e midiáticos.

Portanto, a pequena diferença que existe entre o que apresentam as atuais candidaturas, representantes dos últimos 20 anos de governos Sociais Democratas no Brasil, é que o viés de um é mais ‘economicista’ e a do outro é mais ‘social’. Tudo mais que os fanáticos de ambas candidaturas apresentam como diferente é balela para justificar a conquista de poder. Mas se a ideia é ser o diferente, não seria mais interessante apresentar projetos e propostas claros e objetivos para que esta visão realmente pudesse ser diferenciada e apresentada de fato como diferenciada e positiva?

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Dos absurdos que aparecem em época de eleições: quem recebe Bolsa Família não deve votar!

Acabo de ler no portal do Estadão (http://politica.estadao.com.br/blogs/roldao-arruda/associacao-propoe-suspender-voto-de-quem-recebe-bolsa-familia) um dos maiores absurdos já preconizados desde a volta da era democrática no Brasil: a chamada Proposta da ACIPG – Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa para os Candidatos Locais à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa do Paraná que defende a restrição do direito ao voto de beneficiários do programa Bolsa Família.

Como muitas das propostas que aparecem nessa época, porém defendidas pelos próprios candidatos, esta tem origem em uma associação de classe empresarial. O que isso significa? Significa desinformação e preconceito, para não avançarmos demais nas qualificações. Primeiro porque é inconstitucional retirar o direito ao voto de um cidadão simplesmente por ser beneficiado por um programa governamental. Em segundo lugar, porque não é apenas o Bolsa Família que beneficia centenas de milhares de eleitores em termos de políticas de governo.

Vamos aos fatos: se essa ideia de retirar o direito ao voto de quem recebe algum tipo de transferência de recursos de governos fosse minimamente séria, teríamos de restringir o voto de quem recebe o seguro desemprego. Ainda, deveriam ser excluídos da classe de eleitores também os empresários beneficiados por programas de governos que direcionam financiamento a fundo perdido para suas empresas. Assim como os grandes agricultores que frequentemente têm suas dívidas perdoadas junto a bancos estatais! Além destes, alunos e professores pesquisadores que ganham bolsas para apenas se dedicar a esta tarefa, perderiam a chance de votar e escolher seus representantes, pois estariam sendo ‘comprados’ pela tal bolsa. Isso para ficar em apenas alguns exemplos de transferência de renda.

Mas é apenas o dinheiro no bolso de um cidadão que faz a diferença para definir o direito a votar? Quem sabe, seguindo essa (i)lógica, os alunos de escolas e escolas técnicas federais da mesma forma estariam dentro desse grupo de excluídos, pois são privilegiados ao ganhar educação diferenciada podendo ser ‘tutelados’ por seus governos que comandam tais escolas (e nem vou falar dos alunos de universidades federais). E determinada cidade que ganha um novo hospital, não estaria sendo ‘comprada’ pelo governo que o construiu? Assim como outra cidade que recebe acesso asfáltico em um governo, não estaria sendo condicionada a votar nos representantes daquela gestão que executou a obra? Claro que não! Se partirmos para esse tipo de restrição, nenhuma ação de governo poderá ser considerada isenta e desvinculada de interesses eleitorais!

O que fica dessa proposta absurda é que o foco sempre se direciona para quem está em um programa assistencial que retira as pessoas da miséria. Como citado acima, por que não ‘avaliar’ os demais casos de transferência de renda? Por que apenas criticar aqueles que mais precisam em termos de necessidades fundamentais, como se alimentar? Tenho plena convicção de que o programa Bolsa Família poderia ser muito melhor administrado, que poderia ser melhor linkado com o Pronatec para capacitar seus beneficiários em termos de qualificação profissional. Porém, é o que está ajudando a alimentar milhões de famílias que antes não tinham o que comer! E, bem ou mal, é condicionado à presença dos filhos na escola e o resultado aparecerá em alguns anos com a melhora de alguns índices no tocante à educação.

Enfim, se o programa tem cunho eleitoral, como cita a associação paranaense, por que outros governos não o criaram antes e se beneficiaram de seus encantos? A resposta é simples: porque nunca o combate a pobreza foi prioridade! Esse documento parece-me muito mais impotência programática (daqueles que estes empresários gostariam de ver eleitos) do que qualquer outro tipo de preocupação ‘republicana’. E, reitero, o alvo é sempre direcionado aos mais necessitados. Que o debate programático volte ao radar, pois há muitas outras demandas importantes para discutirmos nesse período eleitoral.

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