O uso de #hashtags – Resposta para ‘Aprendendo a usar #hashtag’

A imagem ‘Aprendendo a usar #hashtag’ (postada abaixo, no final desse texto) possui interessantes dicas sobre o uso de #hashtags. De maneira formal e conceitual elas são práticas e usuais, diria até aceitáveis. Porém, o autor Luís Barrelin desconsidera que vários conceitos são criados de uma forma, para determinado uso, e adquirem novos usos e novas roupagens de acordo com o tempo e com o meio em que estes conceitos se disseminam. Importante citar que depois que algo é criado, não há mais um controle absoluto sobre o mesmo. Ainda mais na internet! Ainda mais utilizado por pessoas!

Para tanto, gosto de comparar este tipo de situação ao fenômeno da língua. A língua possui suas regras cultas, sua gramática que a norteia formalmente. Mas também possui sua variedade popular que é a mais utilizada pela ampla maioria da população. E é na variedade popular que ocorreram, e ainda ocorrem, as principais e mais importantes transformações da língua – a evolução. E é assim que as coisas também acontecem na internet. Uma determinada ideia inicial, após cair em uso pela grande massa online, adquire novos conceitos e até novos sentidos! Tais conceitos não são lógicos, não são cálculos matemáticos que passarão gerações sem que percam seus sentidos únicos e lineares e ganhem outros. Muito pelo contrário…

Ainda, o autor cita a inadequação do uso da #hashtag no Facebook, em que podemos até ser “alvo de risadas de pessoas que entendem do tipo”. Discordo! Primeiro porque o argumento é patético, já que cita “pessoas que entendem do tipo” e não fala absolutamente nada sobre quem são e o que alegam (imagino que devem ser aqueles tipos formalistas, como os gramáticos são em relação à língua!), fora o discurso tecnicista da aplicação única e eterna da #hashtag. Segundo, pois há, atualmente, integração de posts em várias redes sociais. Sendo assim, é natural que um post seja direcionado para o Twitter, com #hashtag, e seja automaticamente reproduzido no Facebook, no LinkedIn, no Instagram, entre outras redes. E, a partir dessas premissas, não consigo imaginar nenhum bobo alegre rindo de um de seus contatos de sua rede por ver essa inadequada #hashtag no Facebook.

Obviamente, que o uso excessivo de #hashtags dificulta e polui o discurso, a mensagem. Nesse sentido, concordo com o autor. Porém, esses apontamentos que partem do pressuposto de definir um único uso correto de determinados conceitos devem sempre avaliar se o objeto de sua análise é algo estático, inanimado, lógico-matemático, ou se é algo que interage com seu meio e seus usuários, dotando esse uso de outros sentidos, como, por exemplo, dar destaque a um certo termo em sua postagem no Facebook. Sim, porque esse é um dos novos sentidos que a #hashtag adquiriu ao ser usada no Facebook!

Portanto, para entender isso com maior alcance é preciso se desligar de todas as suas convicções lógicas, exatas, praticamente matemáticas e programáticas. Pelo menos quando o assunto é de domínio público e de enorme interação social, como nesse caso. #FicaDica  (Putz, desculpa usar a #hashtag em um Blog! :p )

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About Daniel Mello

Coordenador Comercial na Infoar - Mais Continental; Consultor em Marketing Direto e MKT de Relacionamento; Professor de Língua Portuguesa. Um profissional dedicado aos encantos da área comercial e aos mistérios da Comunicação Escrita e Produção de Textos! Um cara sempre em busca de aprendizado. E pronto para dividir expectativas, anseios e um pouquinho de conteúdo! ;)
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4 Responses to O uso de #hashtags – Resposta para ‘Aprendendo a usar #hashtag’

  1. Renato disse:

    Opa Daniel.
    Respondeu ao Luís exatamente o que eu queria dizer… #Obrigado.. rsrs

  2. o engraçado é um caro que se diz designer gráfico, se preocupando com essas baboseiras de “hashtags”(sempre chamarei de jogo da velha)

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