O Dia Mundial do Rock e minhas raízes roqueiras

Hoje é Dia Mundial do Rock. E, a partir daí, resolvi dividir aqui o porquê me tornei um cara tão fissurado nesse tipo de música. Minhas raízes são familiares, primeiramente, a partir das influências que meus irmãos mais velhos proporcionaram cada um com sua contribuição.

O Ronaldo, meu irmão ‘ancião’, gostava bastante de música internacional. Ele comprava vários LP’s com coletâneas de músicas internacionais. Lembro-me de alguns como Flipper Hits, Video Hits, Game Hits, entre outros. E todas estas coletâneas vinham com várias faixas de bandas de rock. Algumas como Asia, Survivor, Eagles, Journey, Yes, além de Rod Stewart e outros. E todos estes artistas despertaram-me p/ o rock’n’roll! Uma música de uma banda foi a detonadora disso tudo: Rock’n’roll is king, da banda E.L.O. (Electric Light Orchestra). Ela foi responsável por aquela fase musical que toda criança passa: a repetição sem fim de uma mesma música que incomodava a todos. Mas depois fui curtindo as demais faixas dos demais álbuns.

Na sequência destas descobertas ocorreram 2 fatos importantes: o Rock In Rio de 1985 e as bandas de rock nacionais que minha irmã, a Lisiane, escutava bastante. Do primeiro fato guardo a lembrança daquele janeiro, em que estávamos na praia do Pinhal e meus irmãos assistindo aos shows internacionais do Queen, AC/DC, Scorpions, e, também, os shows nacionais de Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho. No segundo caso, minha irmã tinha alguns LP’s destas bandas brasileiras e de outras, como Ultraje a Rigor. Também aprendi a gostar, nessa época, do rock gaúcho, a partir de conhecer o álbum Rock Grande do Sul. Neste disco comecei a apreciar TNT, Engenheiros, Replicantes e Garotos da Rua.

Por consequência, outras bandas vieram ao meu encontro em minha adolescência. Titãs e Cascavelletes de parte do rock nacional. Um caso curioso foi quando no final da sexta série pedi, de presente de amigo secreto, o disco do Titãs – Cabeça Dinossauro. Foi uma surpresa, pois não era comum um menino de 12 anos pedir algo assim. E fui o único, realmente… Depois disso, também entraram em minha rota de audição Raul Seixas, trazido pelo meu amigo e irmão Denis. No tocante ao rock estrangeiro, meu amigo de infância e compadre Dudu foi decisivo! Ele veraneava em Tramandaí e tinha um vizinho abastado que viajava seguidamente e trazia vários discos estrangeiros. E nós gravávamos estes discos em fitas k-7. Assim foi com AC/DC, Nazareth, Scorpions e várias outras bandas que aos 12 anos escutávamos colocando as caixas de som do 3×1 (lê-se 3 em 1 hehe) para fora da porta de casa enquanto ficávamos sentados na calçada. Também por essa época comecei a fuçar nos discos de meus pais e encontrei um duplo do Beatles, ao vivo em Hamburgo, que era sensacional.

Com essa bagagem foi muito fácil entender que meu negócio era rock. Outros amigos entraram nessa parada e dividiam discos e músicas comigo. Um deles foi o Rafael Franskowiak, com seu lado metal. Outro foi o Rafael Esquilo, com sua interminável coleção de Ramones, além de Faith no More e Pixies. Ainda, meu colega de Dom João Becker, chamado Julio, e sua paixão pela discografia do Guns; o Careca, vizinho aqui da rua, que me apresentou, a partir de sua enorme coleção de LP’s, Toy Dolls, Dead Kennedys, The Clash e Sex Pistols.

Ademais, outro episódio foi bem marcante para manter essa minha fixação pelo rock’n’roll: a entrada no ar em Porto Alegre da MTV, no final de 1990. Naquela época a MTV era uma televisão de música, efetivamente. E três programas eram os principais difusores do bom rock’n’roll: Gás Total e Fúria Metal, apresentados por Gastão Moreira, e Lado B, ancorado pelo ‘reverendo’ Fábio Massari. Tamanha era a importância e relevância destes programas que posso afirmar, peremptoriamente, que nunca a televisão brasileira terá novamente uma tríade de culto televiso ao rock como estes programas conseguiram criar. Todas as grandes bandas de rock e metal passavam por eles, além de novas bandas alternativas que tinham grande qualidade. E ainda, com o surgimento do movimento grunge e sua cobertura pela MTV, completou-se minha (pré) formação roqueira.

Obviamente que ainda absorvo as novidades que o rock e suas vertentes produzem. E, também, deixo claro que outras variantes musicais começaram a fazer parte de minha vida ‘musical’. Porém, as origens nunca serão esquecidas. E voltam com toda a força em uma data como a de hoje, o Dia Mundial do Rock! E meu negócio continua sendo O ROCK!

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About Daniel Mello

Coordenador Comercial na Infoar - Mais Continental; Consultor em Marketing Direto e MKT de Relacionamento; Professor de Língua Portuguesa. Um profissional dedicado aos encantos da área comercial e aos mistérios da Comunicação Escrita e Produção de Textos! Um cara sempre em busca de aprendizado. E pronto para dividir expectativas, anseios e um pouquinho de conteúdo! ;)
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