O Processo Eleitoral nas Redes Sociais

Um dos temas mais comentados nas redes sociais, no momento, é o processo eleitoral. Estes ambientes se tornaram uma espécie de campo de batalha nesse período de eleições. De um lado está a turma “identificada”, aqueles que escolheram seus candidatos e estão compartilhando grande parte dos materiais que estes políticos postam em seus perfis próprios ou de campanha. Do outro lado está a turma “despolitizada”, que não quer ter sua timeline “poluída” por postagens de cunho eleitoral. Não vou entrar no mérito de quem está certo ou quem está errado, até porque tudo na vida, seja na real ou na virtual, deve ser sempre conduzido e entendido com bom senso, e o objetivo deste texto é entender o porquê as mensagens de candidaturas geram tanta ojeriza.

Uma das primeiras respostas é o descrédito da classe política no Brasil. Mas esta é quase ponto pacífico em qualquer debate sobre este tema. Aprofundando um pouco mais esta conversa, penso que o principal ponto de conflito é a qualidade das postagens, das mensagens contidas nos materiais compartilhados. O que se tem visto são políticos, militantes e simpatizantes divulgando algo como “santinhos digitais”. São imagens com o rosto do candidato emoldurado por slogans (ou frases de efeito) de campanha e seu número. Outras mensagens que estão atropelando as timelines das redes sociais são os discursos repletos de críticas aos adversários. Em ambos os casos estão todos errados! Os candidatos que se utilizam dessas formas de abordagem não entendem que tais postagens geram apenas conflito, não contribuindo em nada para a imagem de sua candidatura!

O que ocorre é que a maioria destes políticos ainda pensa que o mesmo discurso que infla a militância, agora travestido em imagens/frases postadas, é capaz de gerar novos eleitores e agregar simpatia a sua candidatura. E não é assim que funciona, pois o público quer MUITO mais do que isso! Este discurso fácil de críticas e o uso de “santinhos digitais” é o que eu chamo de materiais para discurso interno, que deveria ser compartilhado nos grupos fechados de militantes e simpatizantes, orientando-os a não usar estes de maneira aberta agressivamente. Além do uso interno, esses materiais deveriam apenas ser encaminhados diretamente para as pessoas que demonstraram interesse em receber este tipo de comunicação. Dessa forma, evitar-se-ia o desconforto com o grande público, que não quer ser atingido em sua TL por este tipo de campanha.

Mas o que, então, poderia interessar a esta turma que não quer ser abordada? Não há uma resposta definitiva. Porém, o que efetivamente pode interessar ao grande público são as propostas que o candidato tem para os diversos problemas nas mais distintas áreas de um município. O político deve utilizar mensagens que apresentem suas propostas, mas que não fiquem apenas em enunciados vazios de significado. A verdadeira proposta eleitoral é aquela que tem por base um sólido projeto (usaremos bastante esta palavra daqui em diante) para que, no caso de eleger-se, seja factível e adequado às necessidades dos munícipes. O eleitor quer fatos, não mais teses ocas!

Assim, com um conteúdo realmente concreto o candidato poderá conseguir o que todos os políticos desejam: engajamento! Note que eu utilizei o verbo ‘poderá’, de modo que se trata de uma possibilidade, nunca de uma certeza. E devo avisar que esta possibilidade é bem remota, dependendo da forma como o político conduzirá este trabalho. A única certeza que temos é a de que só se engaja em uma campanha quem realmente acredita e confia em suas propostas e seus projetos. E, a partir daí, a mensagem repassada será vista de outra maneira, pois ela vem acompanhada de bons argumentos (projetos). Um detalhe importante: o voluntariado de militantes, atualmente, não pode ser considerado como engajamento da forma como estamos conceituando. O engajamento que estamos preconizando é muito similar ao pensado para uma marca (afinal uma candidatura também pode ser vista dessa forma), que em nada se parece com o engajamento das militâncias de hoje (ainda bem!), baseado em interesses diversos que nem vale a pena mencionar.

O que a população, de maneira geral, quer é CONTEÚDO! E isso não se encontra em “santinhos digitais”, nem em mensagens de críticas a adversários. O conteúdo estará em comunicações que priorizem propostas claras, significativas e verdadeiras! A partir de propostas qualificadas, o eleitor buscará maiores informações sobre esta candidatura, de modo a encontrar o projeto que sustenta a tal proposta.

Portanto, esse é o caminho! E o segredo do sucesso deste caminho está em criar enunciados que traduzam a qualidade de sua proposta em poucas e objetivas palavras, de forma que desperte o desejo do eleitor em “seguir” a candidatura e conhecer mais detalhes de seus projetos. Como efetivamente conseguir gerar enunciados capazes de proporcionar esta percepção por parte do eleitor é outra conversa. Mas deixo uma dica: tenha ao seu lado uma ótima assessoria de marketing e comunicação!

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About Daniel Mello

Coordenador Comercial na Infoar - Mais Continental; Consultor em Marketing Direto e MKT de Relacionamento; Professor de Língua Portuguesa. Um profissional dedicado aos encantos da área comercial e aos mistérios da Comunicação Escrita e Produção de Textos! Um cara sempre em busca de aprendizado. E pronto para dividir expectativas, anseios e um pouquinho de conteúdo! ;)
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