A Ativação de Marcas e a Comunicação Escrita

Muito tem se feito nos últimos anos pela massificação de marcas. Ótimos trabalhos de ciração/recriação de marcas são projetados, executados e ativados nos mais variados meios com a mais alta qualidade logrando excelentes resultados. A construção de belos conceitos, acompanhado de um desenvolvimento coerente com tais conceitos e que reflitam na marca a “cara” da empresa, são minuciosamente pensados para transitar em diferentes cenários. Ainda, projetam-se seus objetivos perante os consumidores, além de tornar estes consumidores parte importante e crucial do processo e distribuidores de conteúdo e de sentimento que esta marca quer compartilhar. Até aí, tudo muito bom. Porém, há muitos casos de projetos que param por aí.

Quando falo em “param por aí” estou lembrando situações em que toda a estratégia e planejamento da marca vão apenas até determinado estágio, que é o do lançamento de campanha, ativação da marca em determinados meios para determinadas regiões e/ou determinados segmentos, dentre outras particularidades. Mas e o resto do processo? E como fica o acompanhamento de como estão as tais campanhas se desenvolvendo e produzindo resultado perante públicos bem específicos? Há de se frisar que depois que o conteúdo é tornado público, ele deixa de ter “dono” e passa a ser da coletividade envolvida. Portanto, nesse contexto, o acompanhamento precisa ser ainda mais próximo, tanto do entendimento dos consumidores quanto dos distribuidores da marca.

Por consequência, quero chamar atenção para um caso bem complicado de acompanhamento de projetos de ativação de marca: aqueles em que a organização cria toda a estratégia e distribui para seus canais de vendas, que, em alguns casos, estão fisicamente distantes e dentro de uma realidade totalmente diferente. O risco, nesse contexto, é de que as falhas no monitoramento das ações possam ocasionar sérios problemas na recepção deste projeto de ativação de marca por parte do consumidor. Detalhando um pouco mais o problema, insiro aqui a questão da comunicação escrita como um exemplo da ocorrência de descaracterização de projetos de branding muito bem construídos em sua origem, mas que os “ativadores” locais não seguem a linha proposta no planejamento. Obviamente, que adaptações são naturais, pois estamos em um país continental com enormes diferenças econômicas, políticas, culturais, entre outras. Mas não se pode desvirtuar o foco comunicativo da campanha, retirando-a totalmente do contexto inicial. E cito foco comunicativo como a linguagem utilizada na origem do projeto e a forma como os canais locais a “traduzem” para seu próprio público. Ainda pior: a forma da linguagem escrita com que os ativadores locais se comunicam com seus consumidores, a partir da utilização dos mesmos materiais de divulgação (muitas vezes únicos) que foram desenvolvidos e distribuídos pela detentora da marca em questão. Vira uma mistura de linguagens em que o cliente fica sem norte, e o projeto de ativação da marca perde muito de seu sentido. O discurso torna-se múltiplo e sem foco!

Um exemplo muito presente, nessas campanhas, ocorre em eventos locais, em que a marca é divulgada à exaustão, mas as comunicações específicas para o evento (materiais de divulgação) seguem uma linha totalmente diferente. O uso de expressões distintas e/ou palavras com sentidos diferentes, daqueles inicialmente pensados, pela detentora da marca, pode gerar uma grande mudança no sentido que se projetou para a marca. A simples troca de uma palavra que apresente uma qualificação para determinado produto ou, até mesmo, da própria marca, pode desfazer todo um planejamento de uso das melhores expressões linguísticas para se efetivar a ativação daquela marca e da promoção de seus produtos e/ou serviços. E essa mudança no encaminhamento da percepção que desejamos ensejar em nossos clientes e consumidores pode ser fatal, levando-os a uma ideia bem equivocada e torta em relação a tal marca.

Portanto, um planejamento coerente de ativação de marca deve levar em conta todas as etapas do processo, cogitando, inclusive, as situações mais distintas em que poderá ocorrer a continuidade do fluxo de comunicação, principalmente no tocante à linguagem escrita. Tal situação deve ser prevista e deve projetar indicações do uso de conceitos que mantenham a mensagem inicial (original), e que designa e constitui a marca em sua essência, intacta em seu sentido. Apenas este trabalho, permanente, duro e árduo, é capaz de manter a originalidade dos conceitos e da ideia antes projetados para determinada marca.

Publicado em Língua Portuguesa, Marketing | Com a tag , , , , , , | Deixe um comentário

Os 10 Mandamentos da Comunicação Escrita para Perfis Profissionais em Redes Sociais

Há bastante tempo venho analisando uma série de perfis corporativos, ou de caráter profissional, nas redes sociais. Não há dúvida de que há muitos que primam pela qualidade, não apenas da linguagem que utilizam assim como nos conteúdos que distribuem. Porém, há casos críticos, e estes motivaram esta empreitada.

Alguns destes casos críticos acontecem em função dos responsáveis pelas postagens se utilizarem de suas opiniões particulares, muitas vezes usando tais perfis profissionais como um braço de seu perfil pessoal. Postam imagens de correntes, imagens de preferências de futebol, religião, entre outros fatores que mais desagregam do que agregam valor à marca da empresa e/ou profissional.

Ainda, há situações em que a conduta no perfil é até certo ponto coerente com a filosofia da empresa e sua marca, mas não há um cuidado com o teor dos conteúdos postados. O perfil distribui informações de fonte duvidosa sem o devido cuidado com a repercussão que pode resultar essa atitude. Além disso, outro dos problemas encontrados é a falta de cuidado com a linguagem utilizada e a falta de zelo com a língua portuguesa. Obviamente, há exceções de perfis corporativos que podem e até devem utilizar uma linguagem mais atrativa e “atual”, próxima ao público com o qual se relaciona. Pois, de certa forma, seu produto objetiva atingir um determinado público que precisa dessa identificação, e a linguagem é um dos principais meios para tanto. Porém, até para estes casos específicos a maioria destes mandamentos são de grande utilidade.

A partir de todas estas observações, tomei a liberdade de desenvolver este artigo, sob o título de “Os 10 Mandamentos da Comunicação Escrita para Perfis Profissionais em Redes Sociais”. São apontamentos bem objetivos e que têm por meta auxiliar quem ainda possui dificuldades de assimilação da importância que possui uma Marca neste meio e todos os cuidados que são inerentes a sua exposição. Cito, a seguir, os mandamentos e um breve comentário sobre cada um. São eles:

1º – Amar a Concordância sobre todas as coisas, tanto verbal quanto nominal.
Não cometa nenhuma atrocidade em seus textos em relação à Concordância. Pois erros graves nesse quesito demonstram total falta de intimidade com a língua portuguesa.

2º – Não ousar cometer erros de Ortografia.
Mesmo que você não domine as regras, pesquise a correta grafia de cada palavra em sites de busca, pois é muito fácil! Não é mais aceitável preguiça de pesquisar. Trata-se apenas de uma questão de vontade.

3º – Guardar castidade nas Palavras utilizadas e não postar Conteúdo de baixo nível.
Conteúdo de qualidade é o mínimo que o próximo merece receber. Deixe para “xingar muito no twitter” em seu perfil pessoal. E olhe lá…

4º – Honrar o próximo com um bom Texto, sem excessos de termos técnicos, gírias e ironias.
Excessos nestes aspectos limitam o alcance de sua mensagem. Não desperdice uma oportunidade antes do tempo! Seja objetivo e claro!

5º – Não matarás os “r” das terminações dos Verbos, assim como não confundirás o uso das terminações verbais “am” e “ão”.
Ainda que muitos não entendam, estas faltas mudam o tempo e o sentido do Verbo na frase. Não confunda o próximo! Em relação às terminações “am” e “ão”, a primeira designa tempo presente (apenas “am”) ou tempo passado (junto com o “r” + ”am” = “ram”) e a segunda designa tempo futuro (junto com o “r” + ”ão” = “rão”).

6º – Guardar cuidado com o uso da Acentuação e da Crase.
Algumas palavras e/ou frases dependem decisivamente destes sinais gráficos, de modo que o sentido seja bem entendido e resguardado.

7º – Não roubar a atenção do próximo escrevendo Futilidades e Conteúdos sobre fatos triviais, cotidianos.
O próximo quer saber de fatos novos, de informações interessantes. Pense sempre em proporcionar algo novo para seu interlocutor. E até mesmo particularidades sobre o tema devem ser reservadas para abordagens pessoais!

8º – Não levantar falsas impressões para o próximo com Conteúdos incorretos e inconfiáveis.
Esteja certo de que o Conteúdo postado possui fonte segura e confiável, e que a informação realmente seja correta. Cometer esse tipo de lapso pode ser muito grave para a reputação de uma marca.

9º – Guardar a santidade da Pontuação e sua bênção esclarecedora.
Pense na Pontuação como sinais de trânsito e imagine a confusão que ficaria o trânsito sem tais sinais. Imaginou? É nessa confusão de sentido que você coloca o próximo quando não usa ou usa equivocadamente a Pontuação. E sem dar o sentido adequado a sua mensagem, não se estabelece uma comunicação efetiva.

10º- Não cobice as palavras do próximo ao não citar Referências.
Cite sempre o autor de alguma frase e/ou texto postado que não seja de sua autoria. Ao não se apropriar do que é criação de outro, você valoriza sua mensagem e dá maior credibilidade aos seus conteúdos de maneira geral.

Importante frisar que tais mandamentos não têm por objetivo tornarem-se regras. Muito menos pretendem “dogmatizar” a linguagem escrita, nesse meio aqui estabelecido, como sendo algo inatingível e de pouca intimidade da maioria. O objetivo aqui é dar dicas e orientações para que todos possam aperfeiçoar suas mensagens. Portanto, aproveite estas dicas, participe e colabore com a continuidade deste tema e na complementação destes mandamentos. Melhorar alguns processos em que notadamente sentimos deficiências é parte de todos nós. Ah, e tais dicas também podem ser utilizadas nos perfis pessoais das Redes Sociais. Isso, claro, se você deseja valorizar seus conteúdos e tratar bem suas conexões! ;)

Publicado em Língua Portuguesa, Marketing | Com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

Por uma abordagem verdadeiramente Profissional

Quantas vezes já fomos abordados por outra pessoa e, apesar de interromper alguma de nossas atividades, este interlocutor não tinha a destreza de aproveitar sua oportunidade e passar a mensagem com objetividade, clareza e empatia? Pois é, está cada vez mais claro que os profissionais que dependem de um contato direto com pessoas têm apresentado certa dificuldade de compreender a necessidade de uma preparação prévia para desenvolver aproximações com qualidade. E este fato não se aplica apenas para quem trabalha com vendas ou com atendimento, mas sim para todos os profissionais que lidam com pessoas, que dependem do contato humano para lograr êxito em suas funções.

Ainda, tal situação independe do meio em que acontece esse contato. Pode ser diretamente pessoal, via ligação telefônica, via e-mail, via mensagem de celular, via contato pelas redes sociais, entre outras abordagens. Obviamente, que os profissionais de venda, de área comercial, necessitam ainda mais de capacitação nesse aspecto, pois lidam, além da abordagem, com a premissa de convencer seus interlocutores das qualidades, vantagens e benefícios que o produto e/ou serviço ofertado possui. Podemos aplicar estas mesmas condições aos profissionais liberais, pois estes também dependem de passar uma excelente primeira impressão já no primeiro encontro com seu cliente ou paciente, já que lidam com a conquista da confiança do outro. Aos empreendedores, então, nem preciso falar da importância do contato com o cliente, pois sem clientes e sem vendas até as boas ideias correm o sério risco de naufragar.

Em relação aos profissionais de atendimento, estas condições não se direcionam, obrigatoriamente, ao fato de se conseguir efetivar uma venda, lucrar com uma comissão, passar confiabilidade ou angariar um novo cliente. Este tipo de profissional trabalha para defender e zelar por uma marca. E para que este zelo se traduza em resultados! Esta marca, de maneira geral, é entendida pela grande maioria como a marca da empresa, apenas. Pensa-se apenas que a organização e/ou instituição é que pode perder com algum lapso de comunicação de abordagens destes atendentes. Porém, esquece-se que a principal marca pela qual devemos zelar é a nossa própria! Nossa marca sendo bem percebida é sinal de que a(s) outra(s) marca(s) que nos acompanha(m) também está(ão) bem. E uma frase/palavra mal colocada ou uma frase mal construída verbalmente, além de uma expressão facial carrancuda, pode deixar uma imagem ruim para nossos interlocutores. E essas máculas podem realmente “marcar”.

Portanto, independentemente de nossa função profissional, do meio em que abordamos e da visão que temos de interação entre pessoas, o importante é programar com qualidade nossos contatos. Planejar, preparar e exercitar situações é apenas um dos caminhos para bem resolver as questões relativas às abordagens. E um recado especial aos empreendedores (dos mais variados segmentos): por mais inteligente e genial que você seja, se não conseguir mostrar, apresentar e comunicar tais qualidades, de nada servirá ter este dom. A esmagadora maioria de seus potenciais clientes não possui dons mediúnicos que permitam tal percepção sem uma boa comunicação.

Publicado em Marketing | Com a tag , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

A volta do poder da comunicação escrita

Hoje pela manhã tive o prazer de ler o post do meu amigo Cappra intitulado “O poder da comunicação escrita” – http://cappra.wordpress.com/2012/04/17/poder-comunicacao-escrita/. Quem me acompanha sabe que sou um grande defensor da comunicação escrita, de sua imensa importância como ferramenta para o crescimento profissional das pessoas e, também, como um instrumento de formação de pensadores. Pois escrever bem tem origem principal em boas leituras, e boas leituras desenvolvem e aprimoram o senso crítico. Assim, acompanho a ideia do Cappra em relação a sua previsão sobre o crescimento do desenvolvimento da comunicação escrita em função da grande audiência que tem logrado a internet. Tal previsão está corretíssima.

A partir desta previsão, entro com minha colaboração sobre o tema. Assim como no meio físico, a comunicação escrita no meio digital passará por diversas fases evolutivas. Na verdade já está passando, visto que existem, em função dos diversos meios que o mundo digital proporciona, uma série de formas de linguagem escrita. Senão vejamos: nos programas de mensagens instantâneas, como o MSN e similares, escrevemos com uma determinada forma, mais livre, abreviada, objetiva e direta. Neste, os pecados ortográficos e de acentuação são relevados, de modo que o mais importante seja efetivar a comunicação. De maneira instantânea. Já nas redes sociais e e-mails pessoais/particulares, a prática nos leva a ter maior atenção com a língua escrita, mesmo que alguns sigam usando a mesma linguagem de um MSN, por exemplo. Em relação às relações corporativas no meio digital, os usuários procuram utilizar uma linguagem mais formal, até porque, nesse caso, trata-se de uma relação entre profissionais e/ou empresas.

Em função destas variações (e assim as chamo, pois não cabe aqui definir o que é certo ou errado, apenas o que é mais adequado a cada situação), a comunicação escrita no meio digital também buscará se descobrir e evoluir a partir das fontes com que seus autores utilizarem como leitura. Assim como no físico, no mundo digital temos fontes de leituras boas e ruins. E é esta escolha pelas fontes, pelas referências, que fará com que a evolução de cada autor se perpetue no contexto da internet. Quem melhor se instrumentalizar com boas fontes, melhor estará capacitado para escrever da maneira adequada em cada situação que a realidade ON apresenta.

Portanto, como afirma o Cappra, a comunicação escrita volta a ter um poder muito grande em função da enorme relevância que a internet conquistou. De minha parte, digo que, a partir de agora, as pessoas devem ainda mais entender essa realidade e buscar boas referências para ter um papel importante nesse meio. Leia bons textos de bons autores! Assim, escreverá bem!

Nota: posto aqui também o vídeo da ABI que está no texto do Blog do Cappra.

Publicado em Língua Portuguesa, Marketing | Com a tag , , , , , , | 1 Comentário

O Valor do Silêncio

“estamos vivendo uma época em que…” Putz, se tem coisa que não gosto de fazer é começar um texto com frases como esta que está entre aspas. Porém, infelizmente, serei obrigado a usá-la (com pequenas adaptações). Atualmente, estamos passando por um momento em que a virtude do silêncio foi jogada no lixo. Com a facilidade da interação, seja por meios eletrônicos ou através de participações físicas, as pessoas têm um amplo manancial de possibilidades de mostrarem-se, de se apresentar e de expor suas ideias. Isso tudo seria ótimo se não fosse a fadiga que os excessos geram. Excessos de participações, excessos nas próprias opiniões e excessos de personalismos.

Sempre digo que tudo que é demais estraga. E é esse meu sentimento quando vejo alguns querendo aparecer mais do que o necessário. E estão dentro desse grupo desde simples “anônimos“ das redes sociais até importantes comunicadores. Cabe sempre lembrar que o processo de comunicação se dá pelo entendimento da mensagem passada, distribuída. Se não conseguiu fazer-se entender, não adianta repetir as mesmas coisas e pensar que o interlocutor que deve se “reciclar” para entender. Talvez, humildemente digo, seja você que deve repensar a maneira como está entregando sua mensagem aos próximos. Ainda, não é porque temos um grande volume de participação em fóruns e eventos “descolados” que estamos blindados e possuídos da sabedoria total. Há pessoas que se embriagam tanto com conteúdos e modelos, ditos de vanguarda, que se sentem legitimadas a afirmar qualquer insanidade como verdade universal. E, pior, querem impor tais “conceitos” aos demais, sem que haja questionamentos. “No way, Beavis!”

Obviamente, que, atualmente, a facilidade de se encontrar conteúdos (tanto bons quanto ruins) faz com que muitos se sintam entendidos e conhecedores máximos nos mais variados temas e assuntos. Antigamente, quando as pesquisas eram mais restritas e, por consequência, mais difíceis de executar, o aprofundamento nos temas era mais natural e gerava maior retorno intelectual. Não, não estou querendo voltar no tempo, mas que bom seria se as pessoas fossem mais a fundo em suas fontes atuais, não apenas pinçando partes de um todo que não significam nada como partes. Servem apenas como um argumento frágil para posições frágeis e remotas.

E aí relembro de um detalhe que antes era muito valorizado e que se perdeu completamente hoje: o valor do silêncio! Com tantos canais de comunicação disponíveis as pessoas sentem-se obrigadas a participar, independentemente do conteúdo que apresentarão. Assim, hoje temos quantidade demais e qualidade de menos em nossos discursos. Há interlocutores que têm uma extrema necessidade de participar e carimbar tudo que passa por perto deles. E quando o negócio acontece demais, estraga, como já citado acima. Nesse caso, o estrago atinge a própria reputação da pessoa, pondo em dúvida suas concepções e conceitos até mesmo de trabalho. Profissionalmente, vejo muito isso acontecer em algumas funções, como vendas, atendimento, profissionais de comunicação em geral, entre outras que lidam diretamente com público.

Portanto, valorize também o silêncio! Trabalhe mais com a qualidade, crie o seu silêncio. Além de evitar uma certa fadiga em relação as suas participações, poderá ter mais tempo para ouvir os demais e aprender com os conceitos dos outros. Afinal de contas, temos dois ouvidos. ;)

Publicado em Marketing | Com a tag , , , , , , , | Deixe um comentário

Um novo formato para os campeonatos estaduais de futebol – Gauchão

Muito tem se falado sobre os campeonatos estaduais de futebol e sua face deficitária, além de que sua presença “atrapalha” o calendário dos grandes clubes. Porém, não vejo propostas de fórmulas plausíveis e adequadas à realidade que estes campeonatos têm na cultura futebolística brasileira. Usarei este espaço, ao qual pela primeira vez tratarei sobre o tema futebol, para apresentar a minha sugestão de um novo formato de campeonato gaúcho de futebol – Gauchão.

Antes de propor quero apresentar alguns números. Cada clube faz no mínimo 7 partidas em seus domínios atualmente. E pode, no máximo, jogar 15 jogos se chegar a todas as finais que o torneio proporciona no atual formato. Dentro dessa realidade, a média de público de cada clube no campeonato gaúcho é a seguinte:

1 – GRÊMIO (TOTAL: 77.274 + 52.218 = 129.492 / MÉDIA = 12.949)
2 – INTERNACIONAL (TOTAL: 32.232 + 93.204 = 125.436 / MÉDIA = 10.453)
3 – JUVENTUDE (TOTAL: 20.466 + 29.923 = 50.389 / MÉDIA = 4.581)
4 – CAXIAS (TOTAL: 18.904 + 14.472 = 33.376 / MÉDIA = 3.708)
5 – YPIRANGA (TOTAL: 10.031 + 9.233 = 19.264 / MÉDIA = 2.408)
6 – PELOTAS (TOTAL: 6.832 + 11.624 = 18.456 / MÉDIA = 2.307)
7 – SÃO LUIZ (TOTAL: 4.200 + 3.312 = 7.512 / MÉDIA = 939)
8 – VERANÓPOLIS (TOTAL: 3.452 + 1.389 = 4.841 / MÉDIA = 605)
9 – CRUZEIRO (TOTAL: 651 + 4.394 = 5.045 / MÉDIA = 560)
10 – INTER-SM (TOTAL: 2.564 + 1.346 = 3.910 / MÉDIA = 558)
11 – LAJEADENSE (TOTAL: 2.730 + 946 = 3.676 / MÉDIA = 459)
12 – PORTO ALEGRE (TOTAL: 234 + 2.863 = 3.097 / MÉDIA = 442)
13 – NOVO HAMBURGO (TOTAL: 2.388 + 223 = 2.611 / MÉDIA = 373)
14 – SANTA CRUZ (TOTAL: 615 + 1.994 = 2.609 / MÉDIA = 373)
15 – SÃO JOSÉ (TOTAL: 450 + 2.076 = 2.526 / MÉDIA = 316)
16 – CANOAS (TOTAL: 1.797 + 62 = 1.859 / MÉDIA = 310)

Destaquei os números de cada clube para que fique clara a falência do campeonato no tocante à atração de público. Tal torneio é apenas o 9° colocado no Brasil em número de público! E, mesmo assim, o discurso dos pequenos clubes do interior sempre se baseia em jogar pelo menos uma partida contra um dos times da Dupla Gre-Nal. Pois assim, segundo eles, garante-se renda p/ seguir no campeonato. Convenhamos, trata-se de um discurso pobre e de quem não possui a mínima ambição de vitória no certame. E essa média de público é ridícula mesmo com este tal jogo contra um dos grandes do RS.

Digo isto tudo em função da proposta que apresento agora: um campeonato estadual de futebol não mais pode ser um campeonato. Deve ser uma Copa! E como seria essa Copa? Minha ideia seriam 4 grupos de 5 clubes, em que classificariam os 2 primeiros colocados para as fases seguintes, eliminatórias. Estes grupos seriam sediados em 4 cidades, em que o clube para ser sede deve ter estádio para no mínimo 10 mil pessoas, com acomodações minimamente confortáveis para o público, bons vestiários para os atletas, boa estrutura para a imprensa e iluminação. Não poderiam ser sedes os estádios da Dupla Gre-Nal, de modo que os jogos aconteceriam nos estádios dos clubes do interior ou dos clubes menores da capital. Antes de pensarem que apenas 4 clubes seriam agraciados com a renda dos jogos, poderia ser feito um sistema de rateio dessas rendas, em que se dividiria o lucro. Tudo gerenciado pela Federação gaúcha de Futebol.

Além disso, minha ideia é uma divisão em 4 clubes cabeças de chave, sendo 2 deles a Dupla Gre-Nal, e os outros 2 determinados por um ranking de desempenho nos últimos campeonatos. Assim, teríamos 4 clubes de maior força técnica levando às cidades sedes bons confrontos com os demais. Os outros dois clubes cabeças de chave também poderiam ser sedes do campeonato, desde que atendam as condições físicas e estruturais citadas acima. Como seriam realizadas 2 partidas por rodada em cada sede, estes jogos poderiam ser realizados no mesmo dia ou em dias diferentes, dependendo do tamanho do público estimado e da capacidade de cada sede de gerar presença de público nos jogos. Na sequência do torneio, teríamos quartas de final, semifinal e final. Todas estas fases eliminatórias seriam disputadas em duas partidas, ida e volta, nas sedes dos clubes classificados, desde que tais sedes tenham as mesmas condições mínimas para realização, conforme anteriormente citado. Assim, recompensaria os clubes vencedores com rendas para si nesses jogos. Em relação ao descenso, os 2 clubes últimos colocados de cada grupo participariam de um torneio que definiria a permanência na primeira divisão. Seriam 2 grupos de 4 clubes, em que os 2 últimos de cada grupo seriam os rebaixados, substituídos pelos 4 clubes ascendentes da divisão inferior. Os jogos seriam de ida e volta, todos contra todos em cada grupo, nas sedes dos clubes.

Ademais, como benefício, proveríamos o torneio com 20 clubes jogando em um período de no máximo 2 meses, com a grande maioria dos jogos acontecendo nos finais de semana. Isto, porque seriam 5 datas para a primeira fase e mais 6 datas para as finais. Ou seja, apenas 11 datas. Isso seria importantíssimo para que os clubes pudessem fazer uma pré-temporada adequada e justa para que as condições de trabalho sejam capazes de suportar uma temporada toda. A proposta é de que o campeonato se iniciasse na metade de fevereiro e seguisse até início de abril.

Como disse anteriormente, a alegação contrária é de que se jogaria pouco tempo e apenas em algumas sedes. Sim, concordo. Mas um clube deve se preparar para jogar o restante do calendário anual do futebol em competições nacionais, buscando ascender tecnicamente e, assim, agregando maior faturamento nestes torneios além fronteiras do RS ao avançar por suas fases. Além disso, sempre há os torneios estaduais de segundo semestre. Em relação aos jogos em poucas cidades, estas não seriam fixas. Se quiser ser agraciado como sede, basta cumprir os requisitos mínimos, além de buscar a classificação para as fases finais e ter jogos de importância em sua sede. Obviamente, haveria um rodízio nas sedes, de modo que todas as comunidades que apresentem condições sejam contempladas com o Torneio.

Seria, sem dúvidas, uma nova realidade futebolística dentro do Brasil, além de ser um alavancador de melhorias nas estruturas físicas dos clubes. Muitos já apresentam bons estádios, faltando ajustes. Falo dos estádios de Caxias, Pelotas, Erechim, Lajeado, Bento Gonçalves, Passo Fundo, Canoas, o novo do Cruzeiro em Cachoeirinha e o Passo D’Areia em Porto Alegre. Outros precisam de melhorias, reformas, mas podem ser opções, como o estádio do Novo Hamburgo, do Aimoré, o Torquato Pontes em Rio Grande, além do projeto de novo estádio do São Luiz em Ijuí. E teríamos ainda, caso algum clube de Livramento estiver na primeira divisão, a possibilidade de uso do estádio de Rivera, no Uruguai.

Portanto, sei que a proposta é polêmica, mas, mesmo assim, vale o debate. O que já passou é o tempo do amadorismo para o futebol gaúcho e brasileiro e o silêncio que nos cerca. Ou se busca melhorar, ou se dá passagem a quem quer crescer e elevar nosso futebol.

Alternativa: para fechar a conta e aliviar um pouco, como opção menos radical, os clubes poderiam jogar dentro do mesmo formato de 4 grupos, mas com partidas de ida e volta em cada uma das sedes dos clubes. Aumentaria em 5 datas o campeonato e apertaria o espaço entre as partidas. Porém, seria uma alternativa…

Publicado em Esportes | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

As redes sociais e os perfis corporativos

As redes sociais não são apenas entretenimento. A facilidade como os conteúdos se propagam faz com que cada vez mais se veja perfis corporativos e profissionais nestes meios. E se estes meios proporcionam intensa movimentação e imenso potencial de visualização dos mais variados tipos de conteúdos por investimentos baixos, não há motivos para não aproveitá-los. A questão é: como aproveitá-los de forma que não se tornem o famoso “gol contra”?

Não quero aqui estabelecer regras, nem ser uma espécie de “censor social”, muito menos criar mandamentos. Porém, quando se entra corporativamente nas redes sociais, a primeira noção que se deve ter é de que seu perfil e sua marca estarão lá 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Não há folgas nem descansos! Então, esteja ciente de que apenas estar não significa muita coisa. O princípio da participação nas redes é interagir, responder, relacionar-se. E, para tanto, precisa-se estar sempre atento aos movimentos de nossas conexões, principalmente aqueles que nos citam diretamente. Deixar nossas conexões “no vácuo”, ou seja, sem respostas para suas indagações/participações, soa como não atendê-los, o mesmo que não dar a devida atenção e respeito. Responda sempre, principalmente quando o assunto for alguma reclamação, insatisfação ou indelicadeza por parte da conexão/cliente. Os fãs de sua marca querem “ouvir” a sua versão! E sem proporcionar esta interação o tal “gol contra” aparece.

Outro fator de extrema importância na condução de perfis corporativos é ter muito cuidado nas postagens de conteúdos. Devemos lembrar que estamos lidando com uma marca, e, dessa forma, deslizes não são perdoados e ficarão, com o perdão da redundância, marcados. Tenho visto muitas empresas tratarem seus perfis corporativos como sendo um braço de seus perfis pessoais. Publicam e repassam/compartilham materiais que não possuem ligação nenhuma com o foco de seu negócio. Ainda, compartilham materiais de piadas, temas de natureza polêmica (futebol, política, religião, etc), o que deve ser evitado de todas as maneiras, pois suas conexões podem ter opiniões divergentes em relação ao que foi postado e iniciar um debate desnecessário. Além da possibilidade da marca ficar taxada como sendo defensora de determinada linha de pensamento.

Além dos pontos citados acima, temos de atentar ao cuidado que estes perfis devem ter com a linguagem utilizada. O uso da língua deve ser adequado, nada formal aos extremos, mas que não agrida o público em geral. Gírias devem ser usadas apenas se o perfil for direcionado a um público bem específico, como, por exemplo, uma surf shop, uma skate shop, dentre outros similares. E esta preocupação deve permear também os compartilhamentos e redirecionamentos, pois sua marca é carregada junto com estes conteúdos que são distribuídos pelo seu perfil.

Portanto, o que deve estar claro é que o foco de uma empresa não é carimbar tudo quanto é conteúdo, por mais engraçadinho que seja, por mais humano e sentimental que seja. Muito menos “ondas” da web como os tais memes. O foco real é ser mais um canal de relacionamento com seu público, de modo que sua marca esteja ativa também através destes meios. Engaje-se nas campanhas de sua marca! E esteja acessível e disponível sempre. Interaja, responda, relacione-se!

Publicado em Marketing | Com a tag , , , , , , | Deixe um comentário

Os descaminhos do atendimento

O que deveria ser o foco principal da atuação de uma organização se tornou acessório, quase como um favor que se presta ao cliente. Falo de atendimento, de um bom atendimento. Em tempos de avanços diários dos meios tecnológicos, em que processos automatizados substituem o atendimento humano, as pessoas dão toda a impressão de que estão perdendo a capacidade de se relacionar pessoalmente, “olho no olho”. Pelo menos no que diz respeito à tarefa de atender clientes. E essa constatação independe do grau de relacionamento que o cliente mantém com as organizações, ou seja, se ele já é ou se será cliente. Somos frequentemente mal atendidos em locais que estamos visitando pela primeira vez, assim como, costumeiramente, somos pessimamente atendidos por funcionários/atendentes de organizações das quais já somos clientes por anos.

Um belo exemplo são os seguranças de bancos. Eles não enxergam pessoas, mas sim potenciais criminosos. E nivelam TODOS dessa forma, muito em função do estresse e risco cada vez maior de tal profissão/atuação. Ok, está certo que a realidade deles é de alta periculosidade em função do trabalho a realizar. Mas as empresas formadoras desse tipo de profissionais deveriam trabalhar as questões inerentes ao comportamento e relacionamento com maior habilidade, maior precisão. Não é possível que um cliente de banco seja muitas vezes ultrajado e moralmente humilhado simplesmente por querer movimentar ou deixar seu dinheiro naquela instituição. Esse atendimento deve ser modificado! Uma das formas de melhorar é o que alguns poucos bancos já disponibilizam: armários na entrada das agências para que os clientes deixem seus pertences e entrem no interior do banco apenas com o material necessário. Diferencial que modifica todo um modelo de comportamento e relação entre clientes e seguranças. Melhora, mas não muda e não esclarece, efetivamente, as deficiências destes profissionais quanto a modelos de relacionamento entre pessoas.

Mas ainda pior é o retorno que essas instituições dão a seus clientes. Um caso deste aconteceu com uma pessoa de minha relação em uma agência do banco dos gaúchos: um péssimo atendimento de uma segurança e que ainda debochou desta cliente. Ao reclamar ao banco, relatando o fato, esta pessoa teve apenas a seguinte mensagem como retorno:

Em atenção a sua mensagem, informamos-lhe que recebemos o seguinte retorno:
Agradecemos o seu contato e informamos que estamos atentos aos procedimentos
executados pelo serviço de vigilância da agência.
Colocamo-nos à disposição para ouvir sugestões, reclamações e outros
comentários, dada a importância que tem para nós a palavra do cliente, a
qual contribui para o aperfeiçoamento e excelência de nossos serviços.

Atenciosamente,
Ouvidoria Geral
BANCO DO ESTADO…

Note a frase: “dada a importância que tem para nós a palavra do cliente, a qual contribui para o aperfeiçoamento e excelência de nossos serviços”. Tamanha é a importância que a tal segurança segue firme e forte “atendendo” aos clientes com toda a sua delicadeza habitual… E a frase mais parece uma lápide, de tão formal e sem vida como se apresenta.

Outro exemplo de atendimento deficiente acontece no varejo. Os atendentes qualificam os clientes pela aparência, pela roupa, pelo penteado. A ânsia pela venda e pela comissão faz com que apenas alguns sejam os escolhidos e agraciados com um bom atendimento. Ou seja, disponibiliza-se gentileza apenas para alguns que são vistos como potenciais compradores. Pior ainda são os olhares atravessados direcionados aos clientes que não estão no padrão estético definido pelos atendentes como “cifrão nos olhos”. Olhares de desdém, atendimento rápido e frio, de modo que o tempo perdido com tal cliente seja o menor possível.

Ainda, gostaria de abrir parênteses para os atendimentos via call Center: são os piores em termos de retorno. Dificilmente, algum cliente consegue resolver sua demanda com os atendentes desse estilo de atendimento. Tanto é que até o governo tenta regular através de leis este tipo de relacionamento. Tenta, mas não consegue… E é óbvio que o número de reclamações que chega ao poder público é muito menor do que o número real de casos. E as organizações se seguram justamente nisso. Mas em tempos de redes sociais, as reclamações são mais eficazes nesses meios do que nos meios legais que os governantes disponibilizam.

Portanto, o que deve ser avaliado é se realmente as organizações estão se preocupando em capacitar seus trabalhadores para que o cliente receba um atendimento eficaz e humano. Quem tiver essa preocupação e a definir como prioridade estará à frente de muito de seus concorrentes! O momento de colocarmos um sorriso como sendo verdadeiramente um cartão de visitas das organizações já até passou! Mas ainda há tempo para que este sorriso seja direcionado a TODOS! E que nós, como clientes, tenhamos participação em reclamar melhores atendimentos e, também, sejamos tão humanos nestas relações quanto queremos que sejam conosco.

Publicado em Marketing | Com a tag , , , , | Deixe um comentário

As Redes Sociais, as Marcas e o Denuncismo

Cada vez mais há acesso para que nossos inofensivos gritos tornem-se uma voz coletiva. Está cada vez mais fácil que nossas opiniões tornem-se conhecidas. Cada vez mais é possível “carimbar” qualquer conteúdo postado. E isso acontece porque há uma possibilidade facilitada de compartilhamento de tudo o que postamos nas redes sociais, além de ser incrivelmente veloz a maneira como se dissemina. Isso é “cool”! Pode ser muito bom, e também pode ser bem ruim.

Costumo dizer que, nas redes sociais, não devemos fazer nada de diferente do que faríamos pessoalmente, seja p/ contar uma piada, seja para postar uma denúncia, seja para defender um posicionamento acerca de determinada situação. Alguns usuários imaginam-se blindados atrás da tela de seu computador, de seu smartphone, o que for. Imaginam-se protegidos por algum tipo de campo de força, que inclusive teria a capacidade de livrá-los das questões legais e jurídicas. E alguns creem até que em redes sociais tornam-se anônimos. Mas a coisa não é bem assim. E as responsabilidades são as mesmas, seja virtualmente, seja pessoalmente, seja moralmente e eticamente.

Divulgar algumas imagens ou depoimentos de amigos/contatos/conexões pode ser fácil e muito rápido. Assim como acreditar em qualquer coisa que é postada nas redes. Mas não deveríamos desconfiar de alguma delas? Não deveríamos avaliar e pesquisar pelo menos um pouquinho antes de sair criticando e compartilhando. Antes, ainda, não deveríamos buscar maiores detalhes com quem postou? Falo isso porque denegrir uma marca não é algo que deva ser feito sem pensar antes. Em alguns casos, nossas denúncias podem atingir pessoas ou organizações com muitos anos de bons serviços prestados. Ah, mas elas podem errar! Claro que sim! Todos nós erramos e quase que diariamente! Porém, alguns usuários nem procuram ouvir a versão do outro e agilmente partem para o ataque, compartilhando tais conteúdos temperando-os com comentários bastante agressivos e ácidos. Ainda, estas pessoas que compartilham informações desqualificadas e lesivas a determinadas marcas podem ser imputadas juridicamente. Podem ser chamadas a provar que aquilo que estão denunciando realmente é verdadeiro e de fato aconteceu. E isto é muito justo!

Além disso, o estrago que uma denúncia falsa causa à marca de uma empresa, ou até mesmo de uma pessoa, pode ser imensurável. A velocidade que tomam estas denúncias, após sucessivos compartilhamentos, é incontrolável! Não há como reparar por inteiro o estrago feito por falsas mensagens excessivamente divulgadas. Sim, a força das redes sociais é imensa, mas tais redes são compostas por pessoas e estas pessoas é que devem ter controle sobre o que comunicam, divulgam e sobre o que falam. Não é porque algo se torna coletivo e com grande alcance que ele automaticamente torna-se verdadeiro.

Portanto, avalie com calma esta avalanche de denúncias que inundam as redes sociais. Pois ao seguirmos esta marcha da coletividade poderemos estar indo em direção a um terreno bastante pantanoso e que pode resultar em diversos constrangimentos. Tanto para nós quanto para os outros.

Publicado em Marketing | Com a tag , , , , , | Deixe um comentário

O Texto e a Escrita

Escrever é uma atividade que alguns classificam como uma arte prazerosa e outros a classificam como um processo de luta constante contra esse inimigo chamado texto. Inimigo… Mas um inimigo não é aquele que nos ameaça? Que age sorrateiramente para nos empurrar para o abismo? Sim, pois inimigo não se permite ser decifrado, nem praticado de uma forma que o dominemos. Então não é inimigo! Mas entendo que o texto tenha adquirido essa máscara de terror que a cada geração acaba afastando mais e mais nossos alunos e profissionais das belas práticas da escrita. E o que levou a isso? Como chegamos a este ponto?

Não há respostas prontas e definitivas para estas questões. Porém, humildemente tentarei respondê-las. A principal causa da criação desse aspecto monstruoso concedido ao texto é velha mania de simplificação. Sim, nem sempre simplificar significa melhorar processos. E, no tocante ao texto, a simplificação do processo da escrita deu-se colocando o texto dentro de uma forma. Há determinado tema, que deve ser dividido em parágrafos (cada qual com sua ideia), com início, meio e fim. Clap, clap, clap… Conseguem ouvir as palmas? Palmas de ironia…

Com o advento da formatação do texto, originária da Composition americana, muitos alunos deixaram de desenvolver a verve criativa que sucedia à leitura. Não mais havia necessidade dela, pois bastava colocar frases em parágrafos dentro de uma sequência lógica (“ilógica”, na verdade). Assim, sem necessidade de impor traços pessoais e reveladores de caráter, a leitura tornou-se vítima principal deste modelo. Com a leitura “escanteada”, pois para escrever dentro da lógica da formatação bastava dominar alguns clichês, ou lugares comuns, o significado sumiu, evaporou. E aí, acabaram-se as chances de saborear opiniões dentro dos textos, de abrir um debate entre autor e leitor. A interlocução textual tornou-se rara, raríssima! E é este o principal embate que deve ser travado por quem ainda acredita na Produção de Textos: combater a insignificância. Não basta a um texto estar bem estruturado conforme manuais de redação, pois ele pode estar completamente vazio de significado, sem uma autoria individual. Sem individualidade, nunca será TEXTO!

Para lutar nesta batalha contra a insignificância textual, torna-se imperativo chamarmos alguns reforços que esmagam a insignificância. Tais reforços sustentam um método, sobre o qual se faz uma mistura de conceitos que tem por objetivo trazer de volta ao leitor o significado, a autoria, a verdadeira cara de cada um de nós perante seus leitores. Essa batalha quer transformar o texto formatado em discurso. Assim, inicia-se a luta contra a insignificância. E para tanto devemos ter consciência de que não se aprende a escrever se não soubermos “nos colocar” no texto. Apenas assim, é que conseguiremos “ler” a situação com clareza e argumentar adequadamente. Então, teremos opinião, teremos o nosso discurso e a nossa cara dentro deste texto, estaremos aptos a brincar com as mais diversas formas de texto. Não podemos nos esquecer do argumento, que alguns chamam de “maléfico” e destruidor. Pois um argumento mal formatado pode destruir qualquer defesa que queiramos utilizar. De modo que o bom e embasado argumento pode ter a força de um rolo compressor sobre as opiniões contrárias.

A partir da arte da utilização de conceitos que auxiliem a prática textual, teremos a capacidade de desenvolver textos que atinjam potencialmente seus objetivos. E estes objetivos podem ser de caráter pessoal (escrever adequadamente minhas anotações, minhas apresentações), estudantil (estar apto para as avaliações de produção textual, seja na escola, no vestibular ou em concursos públicos), e profissional (desenvolver a escrita com a certeza de que suas mensagens, mesmo que sejam internas – para colegas – ou externas – para clientes e/ou fornecedores, em sua empresa, escritório ou em seu emprego de modo geral, atingirão com clareza e eficácia o alvo almejado).

Obviamente, não entrei em detalhes conceituais e teóricos sobre produção de textos. Até porque este artigo não tem por objetivo ser referencial teórico em nenhum sentido. Trata-se apenas de pequenas lembranças para que todos possam pelo menos pensar em melhorar, adequar, ajustar seu processo de escrita. E lembre-se: escrever bem depende apenas de você!

Publicado em Língua Portuguesa | Com a tag , , , , , , , , | Deixe um comentário